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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

CRM-PB interdita bloco cirúrgico do Hospital de Ortotrauma, em Mangabeira

Um dos dois blocos cirúrgicos do Complexo Hospitalar de Magabeira Tarcísio Burity - Ortotrauma, em João Pessoa, foi interditado eticamente pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), nesta terça-feira (12). Essa interdição ocorreu após uma fiscalização realizada no mesmo dia, que constatou irregularidades no local. Assim, os procedimentos devem ser suspensos no setor a partir desta quarta-feira (13).

Por telefone, a assessoria de imprensa Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou à produção da TV Cabo Branco que nem a SMS nem o hospital receberam notificação ou documento do CRM-PB e que a direção da unidade de saúde só irá emitir um posicionamento após isso.

Segundo o CRM-PB, no bloco do “Trauminha” em que são realizadas as cirurgias gerais foram identificadas, entre as quatro salas existentes, problemas como buracos no teto, infiltrações, ferrugem, piso sem conservação e mofo. Com a interdição, os médicos ficam impedidos de operar nesses locais.

Apesar disso, foi mantido o funcionamento de um outro bloco, que conta com três salas para realizar procedimentos de ortotrauma. No entanto, de acordo com o diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, também foram observados problemas nesses pontos.

“Sabemos da importância do hospital para a população de João Pessoa, por isso não podemos interditar toda a unidade, mas encontramos muitas irregularidades que precisam ser resolvidas de imediato. Dessa forma, cirurgias ali realizadas põem em risco de morte os enfermos. Nas outras salas de cirurgia também existem problemas, mas serão preservadas da interdição ética, pelo menos por enquanto”, disse.

Ele ainda explicou que, durante a fiscalização, foram constatados problemas em outras áreas do complexo como infiltrações, buracos nas paredes, infestação de baratas na enfermaria, superlotação e demora para realização de cirurgias.

Conforme João Alberto Pessoa, um relatório foi elaborado com base na ação - que contou com a participação dos Conselhos Regionais de Enfermagem e Fisioterapia da Paraíba - e deve ser entregue à direção do hospital, à Secretaria Municipal de Saúde e ao Ministério Público.


G1PB

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