Talvez se o toque de Lincoln, aos 48 minutos do
segundo tempo, saísse pela linha de fundo as lições deste empate no grande jogo
da Arena nessa quarta-feira não tivessem a devida atenção. O Rubro-Negro que
saiu com o 1 a 1 contra o Grêmio na partida de ida das quartas de final da Copa
do Brasil deixou o estádio do Tricolor gaúcho maior do que entrou.
Maior por que viu mais uma grande partida de
Léo Duarte, ao lado do experiente Réver, que também foi firme a todo momento.
Os dois com o auxílio luxuoso de Cuéllar e Renê, que tem função praticamente de
"volante armador", ao se deslocar da lateral para fechar o meio, mas
sem deixar de contribuir na frente (como no lance do gol de Lincoln). E maior
também por que conseguiu, de um tempo para o outro, praticamente anular o toque
de bola tricolor.
O Flamengo foi capaz de tirar os espaços de
Everton (fora a primeira jogada do segundo tempo) e de Luan, tudo isso com o
time uns 10 metros para frente dentro do terreno gremista. E com um feito
enorme: não cedeu sequer um contra-ataque (como comparação, é só lembrar dos
muitos contra-ataques que o São Paulo teve no Maracanã quando venceu por 1 a
0). Na Arena, a segunda etapa registrou zero chute a gol e escanteios para os
gremistas.
Globo Esporte
