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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Nôquinha nomeia a irmã Marcela Batista que manda e desmanda na prefeitura de Bayeux

A situação de Bayeux piora a cada dia. Com a eleição de Berg Lima, a população apostou na esperança de mudanças. Dominada por velhas lideranças políticas, envolvidas nos esquemas tradicionais de poder, a exemplo de Expedito Pereira, que ocupava pela terceira vez o cargo de prefeito, os eleitores deram uma vitória extraordinária ao jovem político que prometia mudar a velha política.

Em apenas seis meses, Berg não só não conseguiu dar respostas imediatas a problemas corriqueiros da cidade, a exemplo da saúde, como afundou no lamaçal da corrupção, sendo flagrado e preso pela Polícia, no exato momento em que recebia dinheiro de um fornecedor da prefeitura.O vice-prefeito Luis Antonio, um jovem empresário, assumiu o cargo e fez pior ainda. Também foi gravado pedindo dinheiro a outro empresário, a quem prometia cargos e vantagens na administração municipal. Não foi preso, como Berg. Mas a Câmara cassou-lhe o mandato e ele responde a um vigoroso processo por improbidade. 

Após todo esse festival de irregularidades, a administração foi assumida pelo presidente da Câmara Municipal, vereador Mauri Batista, o popular Nôquinha.Tão logo assumiu como prefeito, Nôquinha tratou de nomear familiares, como a irmã Marcela, para o cargo de chefe de gabinete e manda-chuva da prefeitura. 

Outra medida imediata do novo prefeito, foi retribuir o apoio dos demais colegas vereadores, num festival de nomeação de familiares dos parlamentares em todos os níveis da administração municipal. Cada vereador, à exceção de dois ou três, tem entre 20 a 60 nomeados, com salários que variam de R$ 1 mil a R$ 5 mil, casos de secretários adjuntos, por exemplo. 


 Com a folha inchada, sem recursos para investimentos, Bayeux vive assolada pelo lixo, de um lado, e por outro, deficiências na saúde, educação e e problemas crônicos na infraestrutura.Para se ter uma ideia do esquema político dominante na cidade, até hoje, o prefeito Berg Lima não foi cassado pela Câmara Municipal, enquanto o vice-prefeito Luis Antonio já sofreu essa punição extrema, de forma rápida. 

E por que isso ocorre? Trata-se de um acerto o prefeito Mauri Batista, Berg Lima e a maioria dos vereadores, para impedir que haja novas eleições no município, o que ocorreria obrigatoriamente com a cassação do prefeito Berg Lima.Assim, continua o poder o esquema comandado pelo prefeito Nôquinha e sua irmã, Marcela, e a distribuição de cargos com os vereadores. Berg Lima continua beneficiado com salário de R$ 22 mil, sem fazer nada, e mais vários cargos de secretários e outros na estrutura municipal. E Bayeux afunda cada vez mais.

Fonte: Blog dos Municípios 

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