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segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Foto de Daniel na cama aponta contradição na versão do marido

A polícia investiga a morte do jogador Daniel Correa Freitas em São José dos Pinhais, no último sábado (27) e, segundo os depoimentos colhidos até agora, há contradições na versão de Edison Brittes Júnior, que assumiu ter cometido o crime. O empresário gravou uma entrevista para a RPC TV na noite anterior à prisão, no escritório do advogado dele, Cláudio Dalledone. Nesta entrevista, ele diz que, ao chegarem em casa, a esposa, Cristiana Brittes, quis ir para o quarto dormir. “Eu escovei o dente dela, coloquei o pijama nela e botei ela para dormir”, disse.
Porém, nas imagens que Daniel enviou a um amigo, momentos antes de morrer, Cristiana aparece dormindo ao lado do jogador com o vestido que ela estava usando na festa da filha, horas antes.

Além desta contradição, uma testemunha-chave do caso conversou com a imprensa no escritório do advogado dele em São Paulo. O rapaz, que teve o nome preservado, diz que a porta do quarto estava trancada com todos os envolvidos no momento das agressões contra a vítima, enquanto Edison afirmou que precisou arrombá-la. Na ocasião, eles estavam na casa do suspeito para dar continuidade à festa de aniversário da filha dele, Allana, que começou em uma balada em Curitiba.

Outro ponto divergente é em relação a faca usada no crime. A testemunha fala que Edison pegou a faca na cozinha. O empresário garante que a faca estava no carro. O ponto é importante para esclarecer se ele saiu da casa com intenção de matar Daniel ou não.

Além desta contradição, uma testemunha-chave do caso conversou com a imprensa no escritório do advogado dele em São Paulo. O rapaz, que teve o nome preservado, diz que a porta do quarto estava trancada com todos os envolvidos no momento das agressões contra a vítima, enquanto Edison afirmou que precisou arrombá-la. Na ocasião, eles estavam na casa do suspeito para dar continuidade à festa de aniversário da filha dele, Allana, que começou em uma balada em Curitiba.

Outro ponto divergente é em relação a faca usada no crime. A testemunha fala que Edison pegou a faca na cozinha. O empresário garante que a faca estava no carro. O ponto é importante para esclarecer se ele saiu da casa com intenção de matar Daniel ou não.

A testemunha

“Nós ficamos lá, bebendo e comemorando mais, fazendo um ‘after’ da festa. Passou um tempo e o jogador sumiu do lugar e eu não sei, por qual motivo, o pai dela [Allana] e outro menino entraram lá onde ele estava. A partir daí não acompanhei mais os fatos. Uns 10, 15 minutos depois, ouvi muita gritaria de alguém pedindo socorro, para que não acontecesse uma tragédia”, relatou a testemunha.

O rapaz foi então até o quarto, de onde vinham os gritos.”Eu tive que ir pelo lado de fora, porque a porta estava trancada. Eu saí e fui pela janela, foi aí que avistei o que estava acontecendo. O jogador estava sendo enforcado, apanhando muito, muito, muito. De repente entraram mais dois para ajudar a bater nele. Depois veio mais um e, juntos, eles arrancaram o Daniel do quarto, bem machucado e debilitado. Jogaram o jovem para fora da garagem e continuaram espancando ele, falaram muitas coisas pesadas”, completou.

A testemunha relatou que, em seguida, os agressores tiraram a cueca de Daniel, que ficou apenas de camiseta. “A partir daí, eu não vi mais nada. Entrei na residência desesperado, querendo ir embora e uma amiga estava chorando muito. No momento que eu tentei separar a briga, um rapaz me xingou e disse que, como eu não tinha ajudado, eu seria o próximo. Quando deixei a casa, uma amiga que estava do lado de fora viu o cara [o empresário] com uma faca. A gente só conseguiu ir embora de lá depois que eles pegaram o carro e saíram”.

Versão do suspeito

À polícia, Edison Brittes dá conta de que, durante a festa que acontecia na casa dele, a esposa, Cristina, começou a gritar por socorro e ele saiu correndo, em direção ao quarto onde ela estava. Ele teria arrombado a porta e visto Daniel sobre ela, de cueca, tentando manter relações sexuais.

O delegado Amadeu Trevisan esclareceu, no entanto, que até o momento, não é possível confirmar essa informação. “Nós nem sabemos ainda se houve, de fato, relação sexual entre os dois. O que temos é uma foto que o jogador mandou para um amigo pelo WhatsApp ao lado de Cristina, enquanto ela dormia. Isso indica que a vítima foi imatura em ter tomado esse tipo de atitude. Mesmo assim, ainda ressaltamos que a reação do Edison foi desproporcional. Não havia necessidade de tamanha crueldade. Daniel foi torturado, teve o pescoço cortado e o órgão genital arrancado”, completou.

Família presa
Edison, Cristiana e a filha Allana, de 18 anos, estão presos preventivamente por até 30 dias, nesta fase das investigações. A polícia disse que já sabe quem são as outras três pessoas que teriam saído de carro com Edison e Daniel. Os nomes não foram revelados. O empresário diz que cometeu o crime sozinho.

Nesta quinta-feira, o advogado da família Brittes divulgou um vídeo em que Allana conta que escutou os gritos de socorro quando estava dormindo. Ela garante que Daniel estava sobre a mãe dela na cama, quando desceu.

“Ele estava em cima da minha mãe ela gritava. Todo mundo começou a querer fazer alguma coisa contra ele porque minha mãe gritava e ele não falava nada”, disse. Ela negou ter tido um relacionamento com ele e garante que não o chamou pra casa dela.

Banda B

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