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terça-feira, 23 de outubro de 2018

Bolsonaro promete prontuário eletrônico nacional para agilizar atendimento de pacientes no SUS

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, destacou nesta terça-feira (23), no Twitter, algumas de suas propostas para a saúde – o prontuário eletrônico nacional interligado e o credenciamento universal de médicos.

Jair Bolsonaro não teve atividades de campanha na rua e passou a manhã desta terça em casa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, onde continua conversando com os eleitores pela internet. Ele também recebeu um grupo de parlamentares durante a manhã.

Bolsonaro disse que o prontuário eletrônico nacional interligado será "o pilar de uma saúde na base informatizada" que, segundo ele, vai reduzir custos e facilitará o atendimento do paciente.

O candidato também falou que haverá credenciamento universal de médicos para compartilhar esforços onde houver maior demanda.

Ainda em publicação no Twitter, Bolsonaro também afirmou que brasileiro está "esgotado de pagar impostos" e que o país está "devastado pelos maiores escândalos de corrupção".
Mais cedo, em entrevista à Rádio Gaúcha, Bolsonaro voltou a falar do episódio envolvendo seu filho o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).

Em vídeo que circulou nas redes sociais, Eduardo Bolsonaro (PSL) afirmou que para fechar o Supremo Tribunal Federal (STF) bastava "um soldado e um cabo".

Os ministros do STF Dias Toffoli, Celso de Mello e Alexandre de Moraes reagiram às declarações do deputado federal.

Depois da repercussão do vídeo, Eduardo Bolsonaro se retratou por meio de publicação em rede social. Jair Bolsonaro também veio a público pedir desculpas em nome do filho.

"Eu já me desculpei, ele já se desculpou, e vamos tocar o barco. Nós não somos ameaça à democracia. Nós somos a garantia da liberdade e da democracia", disse Bolsonaro a rádio.

"E outra coisa, isso que meu filho falou foi há quatro anos atrás. Naquele tempo existia ali um outro clima no Brasil. Agora, não podemos superdimensionar isso", concluiu o candidato.

Ao final da entrevista na Rádio Guaíba, o jornalista Juremir Machado da Silva pediu demissão. Ele não participou da entrevista. Ele apenas acompanhou, de dentro do estúdio, o programa que é transmitido ao vivo.

Ele entendeu que foi censurado por Bolsonaro, uma vez que o candidato teria solicitado à Rádio Guaíba ser entrevistado apenas pelo âncora, Rogério Mendelski.

“Achei humilhante e, por isso, estou saindo do programa. Foi um prazer trabalhar aqui por 10 anos”, disse jornalista ao deixar o estúdio.

Rogério Mendelski afirmou que não houve censura, mas apenas um combinado com Bolsonaro de que a entrevista seria com o âncora.

Bancada da bala
No início da tarde, Bolsonaro recebeu deputados da frente parlamentar de segurança pública, em sua casa na Barra da Tijuca.

Após o encontro, o deputado Alberto Fraga, coordenador da chamada "bancada da bala" comentou que Bolsonaro é favorável proposta de flexibilização do estatuto do desarmamento, apresentada em café da manhã com Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados.

"Hoje o café da manhã com Rodrigo Maia não teve nada a ver com a visita ao Bolsonaro. A visita é uma forma de a gente declarar nosso apoio incondicional ao Bolsonaro, porque ele reconhecidamente é dessa frente. É uma bancada que sempre esteve junto e vamos estar juntos nos próximos desafios que virão com o nosso presidente Jair Bolsonaro", afirmou Fraga.

Apoio de prefeitos
Bolsonaro também recebeu a visita de 17 prefeitos. Eles entregaram um manifesto com o apoio de mais de 3.600 municípios ao candidato Jair Bolsonaro, segundo o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

"São 3.639 prefeitos e prefeitas de todo o Brasil que assinaram o manifesto. Acreditamos que até a sexta feira vamos passar com facilidade dos 4 mil prefeitos”, disse o articulador político de Bolsonaro.

Saneamento básico
Em entrevista nesta segunda-feira (22), Bolsonaro falou sobre temas como saneamento básico. Ele afirmou que quase a metade da população não tem acesso ao serviço de tratamento de esgoto no Brasil.

“Temos quase a totalidade do orçamento comprometido com despesas obrigatórias. Se houvesse recurso, nós buscariamos atender a todo mundo. Sabemos que por falta disso vem a mortalidade infantil, vem IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] que vai lá pra baixo, então, o saneamento basico é importantíssimo", afirmou.

Comércio exterior
Na mesma entrevista, ele afirmou que vai procurar fazer negócios evitando qualquer viés ideológico.

“Aprofundar nossa relação comercial da melhor maneira possível. O que eu tenho falado é o seguinte: todos os países, se for possível, vamos fazer que comprem no Brasil, mas que não comprem o Brasil. Esse é o problema que temos que adequar. Quando se fala por exemplo em vender terras agricultáveis para o capital estrangeiro. Eu perguntaria. Estamos colocando em risco nossa segurança alimentar? É isso que tenho colocado na mesa quando eu visito o pessoal do agronegócio. Então, temos que sim, buscar parceria com todos os países mas sem abrir mão da nossa soberania", afirmou.

G1

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