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sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Arma que matou capitão Moneta é do diretor da Acadepol, conclui polícia

A Polícia Civil da Paraíba reuniu a imprensa na tarde desta sexta-feira (26) para dar detalhes da morte do capitão Erivaldo Moneta da Silva. Ele foi baleado e morreu no dia 10 de setembro deste ano, quando a Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes – PB1, em João Pessoa, sofreu um ataque armado e 92 presos acabaram fugindo.

O superintendente regional da Polícia Civil, Marcos Paulo, confirmou que o militar foi ferido por um único tiro que o atingiu no lado direito da cabeça, dado pelo diretor da Academia de Polícia Civil da Paraíba (Acadepol), Severiano Pedro do Nascimento Filho em legítima defesa. Segundo o delegado, os depoimentos das testemunhas foram convergentes com os laudos obtidos e conclusivos.

“Todos os depoimentos são convergentes. Os policiais militares disseram que estavam buscando os fugitivos quando eles perceberam uma moto em atitude suspeita, deram voz de parada, mas eles não o fizeram. Eles informaram, então, que deram tiros para o alto. Por uma fatalidade, os policiais civis estavam averiguando os danos que os fugitivos haviam deixado na Acadepol, e houve o que todos sabemos. Portanto, a convergência dos depoimentos é total com os laudos. O tiro que atingiu o tenente Moneta saiu da arma que estava sendo portada pelo diretor da Acadepol, Severiano Pedro. A ação foi legítima. Infelizmente aconteceu”, esclareceu.

“Os três fuzis e três pistolas que estavam com o tenente e mais dois policiais nesse Ford Ka preto foram recolhidos para perícia. Dois revólveres calibre 38 que estavam no plantão da Acadepol, a pistola 380 que estava com o diretor e uma arma longa que estava servindo à Academia também foram recolhidos. Foram apreendidas 10 armas para fazer o confronto balístico e todos eles foram ouvidos ainda na madrugada. As imagens da Acadepol foram determinantes para confirmar o que as testemunhas tinham dito”, acrescentou Marcos Paulo.

O delegado de Homicídios, Reynaldo Nóbrega, também esteve presente na coletiva de imprensa, já que ficou encarregado das investigações do caso. Ele comentou a ação dos policiais naquela noite e lamentou o fato ocorrido.

“Eles reagiram de forma a tentar evitar a invasão a Acadepol. Infelizmente, eles não imaginavam nunca que naquele carro, que vinha atirando na direção deles, estavam policiais militares. O disparo atingiu o capitão Moneta pela janela de trás do carro, que estava com vidro baixo”.

Desdobramentos

O superintendente informou ainda que o inquérito será remetido na segunda-feira (29) para a justiça. Ele não crê em punição para os envolvidos na situação que culminou na morte do policial militar. “Não só o diretor que ali estava, mas todos os outros policiais que atiraram contra a guarnição da Polícia Militar, eles não serão denunciados, se assim entender o Ministério Público, por que eles agiram em legítima defesa", ponderou.

Portal T5

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