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segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Traficante campinense recebeu fuzil ainda dentro do PB1 para atirar contra agentes

O secretário de Administração Penitenciária (Seap) da Paraíba, Sérgio Fonseca, nesta segunda-feira (10), revelou, em detalhes, como aconteceu a ação dos criminosos que atacaram a Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1, localizado em João Pessoa, e permitiram a fuga de mais de cem presidiários.

“Os disparos começaram vindos de dentro da mata próxima. Os criminosos usaram fuzis .50, que atravessou os muros de onde estavam os agentes e os obrigaram a se abrigar. Nesse momento, os bandidos chegaram em carros e usaram explosivos para explodir dois portões, chegar até as celas e começar a cortar os cadeados”, disse.

O responsável pela pasta contou ainda que a ação tinha o intuito de resgatar Romário Gomes Silveira, o Romarinho, preso acusado de integrar uma quadrilha que atacava bancos na Paraíba e outros estados do nordeste, a Gangue da .50. Ele foi detido depois uma intensa troca de tiros com a polícia em Lucena após atacarem um carro-forte em Santa Rita.

“Ficou claro que a intenção era essa. Nas imagens do circuito interno, é possível ver que o Romarinho é o primeiro a ser liberado e entregar um fuzil nas mãos dele, provavelmente, uma AK-47. Depois eles entregam o alicate que estavam usando para cortar os cadeados e os presos continuaram liberando os seus companheiros”, arrematou.

Quem é Romarinho
Romário Gomes Silveira, que foi preso em fevereiro deste ano por explosão de bancos em Campina Grande, enquanto ocupava  cargo comissionado no gabinete do prefeito Romero Rodrigues (PSDB), na Rainha da Borborema, e gozava da confiança do então secretário Tovar Correia Lima.

Romário, inclusive, foi um dos doadores de campanha de Tovar, em 2014, conforme matéria publicada no Polêmica Paraíba. Ele é filho de uma militante política em Campina e gera questionamentos sobre possível articulação para causar sensação de insegurança no estado, já que os crimes contam com o envolvimento de uma pessoa da confiança da gestão tucana, que frequentemente critica as ações da segurança pública promovida pela gestão estadual.

Após a prisão em fevereiro, Romário Gomes Silveira foi exonerado pela Prefeitura de Campina Grande, que alegou, em nota, “A exoneração do servidor não significa, necessariamente, uma condenação antecipada em relação a uma acusação a qual ele terá oportunidade de apresentar defesa e, se for o caso, demonstrar sua inocência. De fato, trata-se de uma medida administrativa sensata e de respeito aos princípios que regem a gestão, sob a luz da ética, honradez e comportamento exemplar”.

Polemicapb

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