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domingo, 9 de setembro de 2018

Golpe de faca em Bolsonaro é real, explicam médicos paraibanos

Jair Bolsonaro sofreu um atentado na última quinta-feira (6). O agressor desferiu um golpe de faca contra o abdômen do candidato à presidência da República durante um ato de campanha do Deputado Federal. O caso se espalhou rapidamente por todo o país, e claro, foi o assunto principal nas redes sociais naquele dia.

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o atentado foi mencionado no Twitter cerca de 3,2 milhões de vezes antes mesmo do caso completar 24 horas, e mais de 40% das interações duvidavam da veracidade da agressão sofrida por Jair, tudo isso desencadeado pela ausência de sangramento no ferimento de Bolsonaro.

O Parlamento PB procurou por dois médicos paraibanos para explicarem a lesão e esclarecerem dúvidas sobre a realidade do fato. O anestesista André Pacelli e o cirurgião geral Eduardo Sérgio Sousa, dizem que apesar de não haver sangramento externo, o ferimento aconteceu, e foi grave.

Enquanto plantonista no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, Pacelli relembra casos parecidos. “A faca tem uma capacidade de ser perfuro-cortante e muitas vezes a pele e a gordura que fica na parte superficial é pouco vascularizada e você quase nem observa o sangramento. Mas, o sangramento foi na cavidade abdominal. No caso demonstrado de Bolsonaro, houve a lesão da veia mesentérica e esses sangramentos são vultosos e muitas vezes o paciente, se não atendido de forma repentina, pode ir a óbito antes de chegar ao hospital”. O anestesista salientou que o bom atendimento na cidade em que aconteceu o crime foi um dos motivos para que o candidato não tivesse um quadro mais grave ou mesmo a morte.

Já o cirurgião geral Eduardo Sérgio, pontua características que comprovam a existência do ferimento e sua gravidade:

1. Houve uma lesão de entrada;

2. O ferimento de entrada (pele) pode não sangrar no primeiro momento;

3. Porém, ocasionou varias lesões dentro do abdômen;

4. A arma branca (faca) lesionou/cortou várias estruturas internas;

5. Três lesões importantes: Primeira, lesão da veia do mesentério. Produziu grande sangramento, levando a grande perda de sangue para dentro do abdômen. E foi necessária a reposição de 2 litros de sangue! Segundo ferimento do intestino delgado, estas lesões foram suturaras/costuradas! A terceira lesão, transfixou o intestino grosso. Muito extensa e grave: fezes na cavidade abdominal em grande quantidade. Muita contaminação! Alto risco de infecção grave.

6. Foi necessário ressecar parte de área do intestino;

7. Foi necessário fazer a colostomia;

8. Ele ficará varias dias sem alimentação alguma para que as suturas/costuras não abram.

9. As fezes, até a nova cirurgia, irão sair pelo orifícios feitos na parede abdominal.

10. A cirurgia, como um todo, foi de grande porte com risco de morte devido ao grande sangramento que foi debelado/ parado; devido às múltiplas lesões; e por último, a lesão que contaminou internamente todo o abdome com fezes.

Após mais de 48 horas de internação, o Hospital Albert Einstein atesta que o estado de saúde do presidenciável é “estável” e tem “nítida melhora clínica e laboratorial, sem nenhuma evidência de infecção”.

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Foto: Insta @magnomalta

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