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quarta-feira, 8 de agosto de 2018

Exército investiga arsenal usado em explosão de carro-forte

O Exército Brasileiro instaurou um procedimento administrativo para investigar a origem dos explosivos, das munições e das armas apreendidas com criminosos e apresentadas nessa terça-feira (7) pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil da Paraíba. O arsenal foi encontrado com quatro homens presos após assaltar um carro-forte, que foi explodido, na última segunda-feira (6), na Região Metropolitana de João Pessoa.

O objetivo dos militares é descobrir a origem e os possíveis responsáveis pelo extravio dos explosivos, que só podem ser usados por empresas cadastradas. Ao final das investigações, os militares irão acionar a Justiça.

Na manhã desta quarta-feira (8), o 15º Batalhão de Infantaria Motorizada, ( 15º BIMtz), instalado no bairro de Cruz das Armas, na Zona Oeste de João Pessoa, encaminhou à sede do GOE dois oficiais para iniciarem os trabalhos de análise nos explosivos. O tenente Sidney Teixeira e o sargento Geisel Carvalho são integrantes da seção de Fiscalização e de Serviços Controlados do 15º BIMtz. Eles explicaram que o material apreendido pela polícia passará por uma análise de rastreamento, com o objetivo de descobrir de qual local eles foram retirados.

De acordo com o tenente Sidney Teixeira, que é o chefe da Seção de Fiscalização e de Serviços Controlados do 15º BIMtz, o uso dos explosivos é monitorado pelo Exército e apenas empresas cadastradas e acompanhadas pelos militares são autorizadas a utilizar o material.  Ele alertou que uso indevido de explosivos é crime com pena de prisão.  Além de investigar os explosivos, os militares também farão uma análise nas munições e armas apreendidas.

“Iremos fazer um rastreamento para descobrir a origem desse material. Toda munição possui uma numeração que indica lote e data de fabricação. Vamos entrar em contato com as fábricas para determinar a origem”, afirmou o tenente Teixeira.

Ataque ao carro-forte

O ataque ao carro-forte aconteceu na estrada que dá acesso ao município de Cruz do Espírito Santo, a 25 km da Capital. O grupo usou explosivos para destruir o veículo, mas não conseguiu levar o dinheiro que havia nele graças a um dispositivo que protege as cédulas. Em seguida, os assaltantes roubaram um automóvel e fugiram para uma granja. Como o carro possuía um rastreador, a polícia conseguiu localizar os criminosos e houve confronto. Após troca de tiros e negociação, os homens se renderam e seguem presos em penitenciária de João Pessoa.

Com os criminosos, foram encontrados pistolas, fuzis, artefatos explosivos, coletes balísticos e cerca de 1,8 mil munições  intactas, além daquelas que foram deflagradas durante a troca de tiros com a polícia. Todos os armamentos são de fabricação estrangeira e de uso restrito das Forças Armadas. O que mais chamou a atenção dos agentes de segurança foi um fuzil de calibre 50, de fabricação americana, com alto poder de destruição. Ele tem capacidade de alcançar um alvo a 4,5 mil metros de distância e pode destruir a fuselagem de uma aeronave. O equipamento é considerado uma arma de guerra pelos militares. “Nós iremos também analisar esse armamento, que, em hipótese alguma, pode ser usado em área urbana. É uma arma de guerra”, afirmou o tenente.

A delegada Karina Alencar, do GOE, disse que os presos fazem parte de uma quadrilha que já vem sendo investigada por polícias de vários estados e Polícia Federal por prática de roubos a carro-forte. Ela afirmou que ainda serão feitas novas diligências para concluir o inquérito, cujo prazo para ser encerrado é de 10 dias. Ela acrescentou que todo o material apreendido será colocado à disposição da Justiça após o término das investigações.

Portal Correio

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